Para quem se interessou pelo assunto abordado na aula de hoje (Adolescência em conflito com a lei) segue um link do documentário de Maria Augusta Ramos que trata sobre esse assunto. Vale apena ver até o final!
https://www.youtube.com/watch?v=HfMcMIp_7Ao
Espero que gostem!!!
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ResponderExcluirO que me chamou a atenção, antes mesmo de começar a ver o documentário foram os comentários extremamente ofensivos e de caráter violento, que reforçam novamente a ideia de que “bandido bom é bandido morto”. Os “bandidinhos” aos quais se referem os comentários são produtos da exclusão social, da concentração de renda e da corrupção do governo. Privá-los da liberdade, puni-los com violência e desdém, além de não oferecer a estes medidas de reinserção social, só irão agravar o problema. É necessário que se tomem medidas sócio-educativas reais, que tenham como objetivo promover oportunidades de mudança de vida aos adolescentes em conflito com a lei.
ResponderExcluirMe despertou interesse também, a facilidade da Juíza de julgar e condenar os jovens, sem que esta estivesse inserida na realidade que eles estavam. Por exemplo, no caso do menino que afirmou ter sido obrigado por um traficante a segurar a arma que o incriminou, a Juíza pergunta se ele seguraria uma bomba prestes a explodir se ela mandasse. Muitas vezes o não cumprimento das ordens de um traficante pode levar não só à própria morte do menor, como também à de sua família. Entendo que tal argumento possa ser usado muitas vezes como desculpa, mas acredito que essas condições influenciam muito e devem ser levadas em consideração e não ironizadas pela autoridade.
Entre tantos outros pontos que me chamaram a atenção, está o do outro menino, que matou o pai esfaqueado. Uma das mulheres presentes na audição, afirma que o caso dele era puramente emocional, diferente de tantos outros internos que matavam por dinheiro, drogas ou simplesmente por matar. O que vale ressaltar nesse exemplo, é a importância de uma estrutura familiar na vida do adolescente e o quanto a ausência dessa estrutura pode levar ao desequilíbrio emocional, à ponto de levá-lo a cometer um homicídio.
Concordo com a Ana Carolina Costa, e acredito ser a questão da responsabilidade do adolescente perante seus atos uma questão delicada, e muitas vezes debatida com certa superficialidade.
ResponderExcluirA punição tradicional a que submetemos os infratores (prisão) parece ser um instituição falida em todos os aspectos, se tornando mais um doutorado em criminalidade do que uma real reabilitação do condenado a uma vida social considerada boa; porém os casos desses adolescentes que cometem crimes, ainda que sobe claras influencias de terceiros, como no caso de traficantes, não podem ser negligenciados, uma vez que a impunidade em tais ocasiões estimula a utilização, por parte de criminosos, de crianças e adolescentes que servirão de ''bode expiatório'' do crime. Deve-se considerar formas de evitar a introdução de menores no crime com maior eficiência, pois a punição destes parece ser um caso de difícil solução.