quarta-feira, 7 de maio de 2014

J. C. Hill: O ensino e o inconsciente

    J.C. Hill foi, em 1930, Inspetor de Escolas da Secretaria de Educação de Londres. E nessa época, ele já tinha desenvolvido um método de ensino baseado em conceitos semelhantes ao o da psicanálise, embora não tivera contato com Freud antes disso. 
    A principal característica de sua atuação na educação é a importância que se é dada ao inconsciente, ao subjetivo da criança durante o aprendizado. Hill permitiu que as crianças se sentissem aceitas como humanos integrais no espaço escolar, que resultou no interesse dos educandos pelo aprender, isso tudo dado no ritmo dos interesses dos pequeninos.
    No seu livro, O ensino e o inconsciente, ele discute a importância do subjetivo na educação e, além disso, cita experiências que teve durante sua vida profissional que comprovam seu posicionamento. O argumento da obra pode ser simplificado em:
     O ponto essencial é que o conhecimento e a habilidade herdados pelo aluno têm que ser despertados e desenvolvidos, pois os processos intelectuais sem o suporte do instinto são muito fracos. O homem, assim como os animais, tem uma rica vida instintiva, e a maior parte da energia humana vem de uma sublimação desta herança. Em outras palavras, o inconsciente é muito mais poderoso que o consciente (HILL, O ensino e o inconsciente, pg 32).


 

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