Falando sobre utopia, Eduardo Galeano nos faz pensar um pouco sobre o que é compromisso social. Como psicologas e psicologos, quais são as nossas utopias?
Este blog tem como objetivo contemplar as discussões realizadas na disciplina Extensão Universitária, Psicologia e Compromisso Social I (Instituto de Psicologia / Universidade Federal do Rio de Janeiro). Trata-se de um espaço de construção coletiva que visa contribuir para a formação dos participantes e demais interessados.
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O vídeo mostra, além genialidade de Galeano, o quão limitada é a ideia de que tudo precisa de uma função, uma utilidade. Essa visão nos é imposta a todo o momento, como reflexo de uma sociedade corrompida pela ganância da qual nem mesmo o tempo escapou. Dividiram o dia em horas, as horas em minutos, os minutos em segundos, para que fossem mais aproveitados. Substituimos o prazer pelo conhecimento pela obrigatoriedade de tê-lo, com o objetivo de sermos os melhores e ganharmos os maiores salários, como foi discutido em aula. Da mesma forma, substituímos os sentimentos de cooperação pelos de competitividade, para mostrarmos mais e mais eficiência. Essa objetividade, essa funcionalidade, tornam a vida previsível, restrita e homogênea. A utopia ainda não foi atingida. Não encontramos ainda uma forma de corrompê-la. Continua fazendo, por si só, com que busquemos constantemente algo pelo que procurar, trazendo a subjetividade, a poesia e a esperança de novos tempos nos quais as coisas, as pessoas e os sentimentos sejam vistos pelo que são e não pelo que trazem em troca...
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirAchei genial o vídeo e o comentário da Ana Carolina. :)
ResponderExcluirO nosso modelo de pensamento e comportamento social atual valoriza não a causa ou o esforço, mas somente o resultado. O quanto perdemos por causa disso é algo que não há como mensurar. Elegemos o sucesso como nosso deus maior, e muitas das situações que consideramos horríveis ou absurdas são fruto da competição sem sentido de um mundo predatório que criamos, e ao qual nos adaptamos ao custo do nosso bem-estar psicológico, físico, espiritual, e mais quais palavras achar.
Creio que haja um quê de utopia que sempre permeia a psicologia, afinal o objetivo dos psicólogos é (eu acho), direta ou indiretamente, "salvar o mundo"... Uma pessoa de cada vez, claro rs. O vídeo me lembrou um poema de Mario Quintana, um dos meus poetas preferidos:
Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!