domingo, 23 de março de 2014

               Talvez essa tirinha não tenha muito haver com o que já foi discutido em aula, mas achei interessante para futuros debates.





     O que seria essa dignidade mencionada na tirinha? O psicólogo tem algum papel nesse contexto?

3 comentários:

  1. Hoje ouvi de um amigo que "o Psicólogo tem o papel de moldar (ou remodelar) o ser humano para que se (re)enquadre na sociedade como um todo. O que muitos visualizam como uma diferença é, na verdade, uma deformação de um sistema linear e o Psicólogo, nada mais é do que um reestruturador da ordem psicossocial". Juro que costumo respeitar toda e qualquer opinião e procuro refletir sobre tudo o que me dizem, por mais que as ideias pareçam absurdas ou ofensivas. Essa dignidade seria um reenquadramento, uma remodelagem? Nosso papel é restabelecer esse "indigno" ao quadro social dito "normal"? Bichos são menos dignos que seres humanos? Ouvir, mesmo que de brincadeira, que Psicólogo não é "normal" é estranho, pois tendemos até mesmo a questionar como o normal se configura... Emprego sendo retratado como esmola... Muitos questionamentos, tenho cinco anos pra tentar esclarecê-los. Assim espero...

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  2. Achei a tirinha muito interessante.
    Ela mostra, sob o meu ponto de vista, tanto como o sistema em que atualmente vivemos pode excluir de forma cruel as pessoas, quanto o quão distante as pessoas que não são excluídas social e financeiramente podem se tornar dessas que o são. Creio que o papel do psicólogo, nesse contexto, seria, pelo menos inicialmente, o de questionar essa "invisibilidade social" e tentar romper com o paradigma em que aqueles que são marginalizados são ignorados ou mesmo evitados. O psicólogo pode até não ter a pretensão de mudar o sistema que faz com que tais indivíduos sejam marginalizados, mas, se possível, deve, no mínimo, tentar gerar nos outros um questionamento do porquê damos essas pessoas como gente muito diferente de nós, como inferiores. Uma vez caída essa ilusão de diferenciação, agir para modificar a situação dessas pessoas desprovidas já não parecerá algo espantoso. Claro que é um assunto que dá base para muita discussão e opiniões, mas a minha é essa, ou pelo menos começa por aí. rs

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    1. Concordo completamente com você, Lucas! Outra questão que me vem em mente, mas que não pôde ser abordada na tira, é a seguinte: e quando o indivíduo "invisível" passa a se enxergar dessa maneira, como excluído? Como o psicólogo poderia trabalhar com essa pessoa, ajudá-la a questionar essa impressão de si mesmo, quando todo contexto social em que ela está inserida afirma o contrário? Eu, pelo menos, acho algo muito delicado, é como jogar uma corda para alguém que acredita ter caído em um poço sem fundo. Talvez exatamente por isso eu me interesse tanto, pois a solução do problema seria de fato a "salvação" dessas pessoas, quase como um milagre...

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