Existem 6,3 mil favelas espalhadas pelo Brasil.
A maior favela do Brasil, a Rocinha, no Rio de Janeiro, quase chega a 70 mil. Se fosse uma cidade, estaria entre as 450 maiores do país, de um total de 5,5 mil.
Em todo o Brasil, são 11,4 milhões de pessoas morando em locais frutos de invasão de terras públicas ou privadas e sem acesso completo a serviços públicos.
Ao debater o assunto favela e o assunto gênero e ao pesquisar sobre ambos, encontre um site muito interessante, o http://nosmulheresdaperiferia.com.br/
O coletivo Nós, mulheres da periferia é formado por oito jornalistas e uma designer, todas moradoras de bairros da periferia do município de São Paulo.
No dia 7 de março de 2012, quatro das nove mulheres jornalistas que integram o coletivo publicaram artigo na seção “Tendências/Debates” do jornal Folha de S. Paulo, atentando para a invisibilidade e aos direitos não atendidos de uma parte das mulheres – as que moram em bairros periféricos de grandes metrópoles.
O texto obteve grande repercussão, sendo replicado em outros veículos de mídia, mas teve ainda mais repercussão e encontrou eco entre nossas iguais, outras jovens ou não tão jovens mulheres moradoras da periferia de São Paulo que tinham se sentido representadas, lembradas e retratadas. O artigo, por exemplo, foi lido e registrado em vídeo no Sarau do bairro Itaim Paulista, na zona leste da capital.
As autoras do texto, que para escrever se basearam principalmente em suas vivências, visões e experiências cotidianas, perceberam naquele momento que o vazio de representatividade não era sentido apenas por elas. A partir daquele momento, iniciou-se um processo de pesquisa e consolidação do coletivo, que tem como objetivo principal dar visibilidade aos direitos não atendidos das mulheres, problematizar acerca dos preconceitos e estereótipos limitadores que se cruzam com as questões de classe social e raça e dar espaço para suas histórias.
O coletivo Nós, mulheres da periferia propõe reduzir esse espaço vazio existente na imprensa e a falta de representatividade, buscando mais protagonismo e visibilidade, com a nossa própria voz. Além de reconhecer e fazer parte desta luta, a proposta do coletivo é construir um espaço com informações que extrapolem a questão de gênero a atinja o campo social e étnico, onde a exclusão é muito maior.
É como disse a escritora Maria Carolina de Jesus: “Uma palavra escrita não pode nunca ser apagada. Por mais que o desenho tenha sido feito a lápis e que seja de boa qualidade a borracha, o papel vai sempre guardar o relevo das letras escritas. Não, senhor, ninguém pode apagar as palavras que eu escrevi.”
Elas falam de assuntos como "Incertezas permeiam a vida de mulheres da Favela da Paz" , "Ermínia Maricato: Uma parte da população brasileira não tem acesso à cidade”, "Mulheres, o direito à moradia e a violência doméstica" e “A moradia é um instrumento de diminuição da desigualdade”
É muito interessante! Vale a pena conferir!
E, por fim, fica um convite:
https://catracalivre.com.br/rio/urbanidade/gratis/evento-reune-liderancas-pelo-desenvolvimento-das-favelas-cariocas/
Inovação para moradia e desenvolvimento comunitário sustentável
- de 4 a 05/06
- Quartas e Quintas das 14:00 às 20:00
- Theatro Net Rio
http://www.theatronetrio.com.br Rua Siqueira Campos, 143 - 2º piso, Shopping Cidade Copacabana
Copacabana - Sul
Rio de Janeiro
(21) 2147-8060Morro Dona Marta Rua Jupira, 72
Botafogo - Sul
Rio de Janeiro
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